1 SELETIVIDADE ALIMENTAR EM CRIANÇAS COM ESPECTRO AUTISTA Nathália Cardoso Botelho Iara Pinto de Oliveira Davison Nascimento dos Santos Lorena Lopes da Silva Marques Discentes do Centro Universitário IBMR - Curso de Nutrição Omara Machado Araujo de Oliveira Docente do curso de Nutrição no Centro Universitário IBMR RESUMO O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação social e os padrões de comportamento, atividades e interesses. Crianças que possuem TEA também podem apresentar reatividade aumentada ou diminuída a estímulos sensoriais, bem como interesse nos aspectos sensoriais de seu ambiente. Alterações sensoriais em crianças com TEA podem levar a dificuldades nas atividades diárias, incluindo a alimentação, que tem sido descrita como um problema comum para esta população, impactando na saúde, no desenvolvimento do crescimento, além de afetar socialmente a qualidade de vida das famílias. Esta pesquisa trata-se de uma revisão de literatura de artigos que estudaram dificuldades, preferências alimentares, comportamentos de recusa e alterações sensoriais em crianças com TEA, com o objetivo de observar os sinais citados como mais frequentes nesse público-alvo visando o aumento da qualidade nutricional. A maioria dos estudos encontrou ligações entre hábitos alimentares seletivos levando ao estado nutricional inapropriado devido à desordem alimentar que possuem motivações que vão desde o desinteresse pelo alimento à disfunção sensorial, entre outras limitações gastrointestinais. Levando em conta todo o contexto,no qual esta criança está inserida, é determinante para o seu desenvolvimento pleno o acompanhamento nutricional para auxiliar na expansão do acervo alimentar da criança. 2 Palavras-chave: seletividade alimentar, autismo, transtorno do espectro autista, TEA, nutrição. 1. INTRODUÇÃO O transtorno do espectro autista (TEA) está relacionado à desordem neural que se manifesta através de comportamentos diferentes, cuja origem pode ser tanto genética quanto ambiental ou imunológica. Essas condições desempenham um papel importante no desenvolvimento da condição, capaz de afetar o comportamento individual em diversos contextos, como interação social, linguagem e comunicação deficiente, além de reações peculiares a estímulos sensoriais. Também é comum observar padrões limitados e frequentes de comportamento. (MAGAGNIN, 2021) O período que abarca a fase pré-escolar e escolar é repleto de novas vivências ligadas às sensações táteis, gustativas e olfativas, as quais influenciarão no desenvolvimento dos hábitos alimentares. Os pais e responsáveis exercem um papel fundamental nesse processo. (VILLA, 2015) Crianças que apresentam Transtorno do Espectro Autista possuem uma tendência maior para determinadas texturas, cores e sabores dos alimentos que consomem, assim como para o ambiente onde as refeições são realizadas. Isso pode levar à indução de vômitos ou recusa dos alimentos e preparações. (MURRAY,2018) Outros aspectos que afetam a restrição alimentar em crianças com TEA incluem anormalidades na função do sistema gastrointestinal, resultando em maior permeabilidade intestinal, desequilíbrios no microbioma que estão ligados à interação entre o intestino e o cérebro, envolvendo processos neurais, hormonais, metabólicos e imunológicos, os quais podem aumentar os sintomas do transtorno. (RISTORI, 2019) As mudanças sensoriais em crianças que possuem Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm impacto nas vivências corporais e ambientais, 3 sendo capaz de afetar o comportamento adaptativo desses pequenos, resultando em dificuldades nas tarefas do dia a dia. Isso acaba causando um efeito negativo nas rotinas, como sono, alimentação e participação em eventos sociais. (KIRBY; WHITE; BARANEK, 2015) Compreender o funcionamento dos sistemas sensoriais e o seu impacto no processo de alimentação torna-se crucial, bem como criar um plano de intervenção individualizado para superar as limitações sensoriais corporais. (OLIVEIRA; SOUZA,2022) Crianças que apresentam autismo são mais propensas a apresentar deficiências nutricionais e têm três até três vezes mais chances de ter obesidade do que jovens sem o transtorno, pois geralmente possuem uma dieta restrita em alimentos selecionados. Essa limitação alimentar pode variar de acordo com sua qualidade de vida, causando problemas no estado nutricional inadequado e sintomas ampliados da doença. (CAETANO; GURGEL, 2018) 2. Objetivo geral Compreender as alterações sensoriais em crianças com TEA, assim como, identificar o que pode levar a dificuldades nas atividades diárias, como a alimentação, o relacionamento social e a qualidade de vida das famílias. Sendo de extrema importância encontrar as ligações entre hábitos alimentares seletivos que levam ao estado nutricional inapropriado devido à desordem alimentar com a finalidade de observar os sinais citados como mais frequentes nesse público-alvo visando o aumento da qualidade nutricional. 3. METODOLOGIA Trata-se de uma revisão da literatura que para a coleta dos materiais utilizados foram consultadas as seguintes bases de dados: Google Acadêmico, SciELO, e PubMed. O trabalho foi redigido a partir dos dados apresentados em 34 artigos e revistas científicas, publicados entre 2015 e 2022, em inglês e português, que tem como foco a seletividade alimentar em crianças do transtorno do espectro 4 autista. A busca nessas bases de dados se deu por meio de combinações entre as seguintes palavras-chave: “seletividade alimentar”, “autismo”, “transtorno do espectro autista”, “TEA”, “nutrição” e seus correspondentes na língua inglesa. Não foram utilizados materiais de resumo de congresso, tese ou dissertação, e artigos e revistas que não tenham correlação com o assunto abordado. 4. DESENVOLVIMENTO 4.1 Transtorno do espectro autista (TEA) na infância e suas dificuldades alimentares De acordo com Ramos (2021): Dificuldades Alimentares (DA) são frequentemente relatadas na primeira infância. A incidência é estimada em 25% a 45% em crianças com desenvolvimento normal, e mais de 80% em crianças com dificuldade de desenvolvimento. Esse quadro pode ser transitório ou persistente, ocasionando alterações comportamentais, psicológicas, nutricionais e de crescimento. Responsável por atingir 0,6 a 1% da população mundial, o TEA é uma síndrome marcada por vários comprometimentos funcionais. Além dos sintomas relacionados a déficit na interação social, padrão de comportamento repetitivo, estereotipado e com interesses restritos, pais e cuidadores relatam hábitos peculiares relacionados aos alimentos e ao ato de comer dessas crianças. Recusa e seletividade alimentar relacionados à textura, ao cheiro, ao sabor, inflexibilidade quanto ao uso de utensílios, marcas e embalagens, além de problemas comportamentais durante as refeições. Segundo Duarte (2021),até 90% de indivíduos com autismo, apresentam dificuldades alimentares e, destes, 70% têm seletividade alimentar, representando uma queda na qualidade de vida das famílias, com déficits na saúde e no relacionamento social. Além disso, o acompanhamento interdisciplinar que deve se dar desde a avaliação até a intervenção, é fundamental para um tratamento efetivo e também a manutenção dos ganhos. Um assunto muito abordado na atualidade é a seletividade alimentar 5 quanto ao autismo, pois é um problema muito comum em pessoas com esse espectro, embora não exclusivo, podendo ocorrer em pessoas com outras desordens. Alguns diagnósticos possuem dificuldades secundárias como rigidez e mesmice, refletindo nas suas escolhas e preferências, incluindo alimentares. (ANDERLE; DE MELLO, 2018; HOBUS et al., 2021; OLIVEIRA et al., 2021) A seletividade ocorre quando a pessoa de alguma forma incomum limita a variedade dos alimentos que consome. Muitos de nós paramos de comer coisas por diferentes motivos, mas a grande maioria nada tem a ver com esse problema. Portanto, é de extrema importância que saibamos que essa limitação não acontece de forma comum. Essas pessoas em geral costumam ignorar grupos alimentares inteiros como: cereais, amidos e grãos; proteínas; frutas e legumes; derivados de leite; entre outros. Em alguns casos essa seleção pode ser ainda mais incomum, bem como específica, com alimentos de cores x ou y, ou comer apenas um alimento específico ou de textura específica. (CRIADO et al, 2018; WENTZ; BJÖRK; DAHLGREN, 2019) Existem condições de saúde que podem levar a seletividade e é importante o diagnóstico médico correto, como no caso do refluxo gastroesofágico, constipação, alergias e outros. Quando excluídas essas possibilidades, podemos ver pelo lado comportamental. Para o correto tratamento da seletividade alimentar, não apenas em um autista, mas de toda natureza, devemos antes entender o histórico alimentar detalhado daquela criança, entender como foram as experiências da criança desde a amamentação até a transição para a comida e suas reações com as texturas dos alimentos. E o imprescindível: como é o ambiente em que essa criança se alimenta. (DE MORAES et al., 2021; MAGAGNIN et al., 2019; ROCHA et al., 2019) A seletividade alimentar na vida do autista pode ocorrer a qualquer tempo, mas, em geral, é uma condição que tem solução, sendo de grande importância que pais e cuidadores se atentem a isso para intervir corretamente e aumentando as chances de manter bons hábitos alimentares por toda a vida da criança. (CARREIRO, 2018; LÁZARO; CARON; PONDÉ, 2018; 6 MARCELINO, 2018; ŞENGÜZEL et al., 2021) 4.2 Sistemas sensoriais em crianças com TEA O processo neurofisiológico denominado integração sensorial engloba a função do sistema nervoso central em organizar, interpretar, processar e modular as informações provenientes de diversos sistemas sensoriais como o visual, olfativo, gustativo, tátil, auditivo, vestibular e proprioceptivo. A aprendizagem bem como as memórias anteriores também estão associadas ao funcionamento desses sistemas no cérebro. Ao integrar os conhecimentos somos capazes de reagir corretamente aos estímulos cotidianos; contudo se tal processo não ocorrer há uma disfunção no processamento sensorial. (AYRES, 1979; DUNN, 2001) Entre 69% a 90% das crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) apresentam Distúrbios do Processamento Sensorial (DSP), que estão principalmente relacionados à modulação. Os padrões de resposta observados nesses indivíduos podem ser caracterizados como hiper ou hipo-responsivos, e eles experimentam dificuldades regulares quando confrontados com estímulos sensoriais. Para compensar os seus limiares neurológicos ou evitar completamente tais estímulos, aqueles que sofrem tanto de TEA como de TPS recorrem frequentemente a comportamentos de autoestimulação. Consequentemente, essa integração sensorial empobrecida resulta em desafios que dificultam o processo de habitação corporal da criança afetada. (BULLINGER, 2006) e pode causar danos à habilidade da criança que participa predominantemente das atividades cotidianas, como alimentação. (OLIVEIRA; SOUZA, 2022) Indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) comumente experimentam desafios sensoriais que estão associados tanto à ansiedade quanto ao fascínio/interesse. No entanto, as preocupações resultantes podem levar a reações intensas, como orientação dirigida aos outros ou a si mesmo; estes são chamados de "comportamentos problemáticos". Por outro lado, a absorção de fontes de estímulos pode desencadear comportamentos restritivos e repetitivos dos quais os indivíduos com TEA têm dificuldade em desviar a 7 atenção. Devido às dificuldades de comunicação enfrentadas pelas crianças com TEA, o impacto específico das alterações sensoriais na sua vida diária é provavelmente subestimado; portanto, uma investigação completa deve ser conduzida. (Posar A, Visconti P.) 4.3 Microbiota (eixo intestino cérebro) em crianças com TEA O eixo microbiota-intestino-cérebro apresenta papel importante, pois sintomas gastrintestinais ocorrem em cerca de 40-60% dos pacientes com TEA e alterações na microbiota podem prejudicar o desenvolvimento. (ALBUQUERQUE et al., 2021) Normalmente, os pacientes com TEA apresentam distúrbios intestinais que por vezes modulam a expressão dos sintomas sociais e comportamentais (KARHU et al., 2019). Higidamente, o eixo microbiota-intestino-cérebro é utilizado para troca bidirecional de informações, sendo o intestino composto de trilhões de neurônios, bactérias comensais equilibradas, muco e células epiteliais. No entanto, pacientes com transtorno autista possuem um desequilíbrio intestinal denominado disbiose. (SRIKANTHA; MOHAJERI, 2019) O aumento da permeabilidade intestinal permite que metabólitos bacterianos alcancem a circulação sistêmica desencadeando uma resposta inflamatória, que atinge áreas cerebrais e a micróglia. A ativação imune pode levar a sinapses defeituosas. (KARHU et al., 2019) Outros estudos comprovaram a relação entre a disfunção no eixo intestino-cérebro e o aumento na frequência e gravidade de sintomas comportamentais como ansiedade, estresse e episódios de raiva. Por essa relação, muitos estudos, como Ristori et al. (2019) propuseram tratamentos dietéticos para o TEA com dietas sem glúten e caseína, dieta do mediterrâneo, uso de prebióticos ou probióticos e transplante de microbiota fecal. (BENTO, 2020) 4. CONCLUSÃO Observa-se que hoje temos inúmeros estudos, artigos, publicações e uma diversidade de material que nos mostra a importância de entendermos melhor a seletividade em crianças com TEA. É notória a importância de se 8 compreender o histórico alimentar desde a amamentação até a transição alimentar e suas reações, preferências e dificuldades. Essa seletividade influencia e é influenciada não somente por causas do transtorno, mas também pelos hábitos, pela forma como essas crianças se relacionam com a alimentação. Isso afeta diretamente a qualidade de vida dessas crianças, nessa fase e por toda sua vida, ou seja, pode levar a uma dieta restrita e pouco balanceada, afetando a saúde e o desenvolvimento da criança. Estratégias como a introdução gradual de novos alimentos, oferecer opções atrativas visualmente e envolver a criança no preparo das refeições podem ajudar a tornar as experiências alimentares mais positivas. Além disso, é necessário compreender as preferências individuais da criança e respeitá-las dentro das possibilidades saudáveis, garantindo que ela esteja recebendo todos os nutrientes necessários para seu crescimento adequado. Conclui-se que a forma de se alimentar de uma criança com esse transtorno, os cuidados com os nutrientes ingeridos, a interação da família com cuidados nutricionais e com muitas outras áreas da saúde que podem e devem trabalhar juntas em prol da melhora da qualidade de vida dessas crianças, precisam de atenção contínua dos pais e cuidadores, além de ser imprescindível um acompanhamento nutricional individual com um profissional habilitado na área para auxiliar na ampliação do repertório alimentar da criança. REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE, J.B.; MARTINS, D. R.; MARTINS, O. C.; GOMES, V. M. D. O.; BORGES, F. M. TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA E ALTERAÇÃO DA MICROBIOTA INTESTINAL. Revista Multidisciplinar em Saúde, [S. l.], v. 2, n. 2, p. 13, 2021. DOI: 10.51161/rems/1170. Disponível em: . Acesso em: 15 out. 2023. ANDERLE, T. V.; DE MELLO, E. D. Autismo: aspectos nutrológicos das dietas e possível etiologia. International Journal of Nutrology, 11, n. 02, p. 066-070, 2018. AYRES, A. J. (1979). 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