ANA FABIAN ROSA VIANA EVELYN YASUKO SUZUKI RIBEIRO MARIA FERNANDA GERALDA DA SILVA PEDRO HENRIQUE VILAÇA RODRIGUES RÔMULO SÉRGIO DE CASTRO PERDIGÃO CISTO OVARIANO EM FELINA GERIÁTRICA: ABORDAGEM DIAGNÓSTICA E CONDUTA TERAPÊUTICA BELO HORIZONTE, NOVEMBRO DE 2025 ANA FABIAN ROSA VIANA EVELYN YASUKO SUZUKI RIBEIRO MARIA FERNANDA GERALDA DA SILVA PEDRO HENRIQUE VILAÇA RODRIGUES RÔMULO SÉRGIO DE CASTRO PERDIGÃO CISTO OVARIANO EM FELINA GERIÁTRICA: ABORDAGEM DIAGNÓSTICA E CONDUTA TERAPÊUTICA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário UNA Linha Verde como requisito parcial à obtenção do título de Médico Veterinário. Orientadora: Profa. Dra. Suellen Scheibel. BELO HORIZONTE, NOVEMBRO DE 2025 1 RESUMO Os cistos ovarianos constituem uma afecção reprodutiva de relevância em felinos, particularmente em gatas geriátricas. Este trabalho tem como objetivo relatar um caso de ovariohisterectomia terapêutica em uma felina geriátrica portadora de policistose ovariana e hiperplasia endometrial cística, destacando a correlação entre os achados clínicos, laboratoriais e de imagem que fundamentaram a conduta cirúrgica. Trata-se de um relato de caso de uma gata, 14 anos, apresentando história de estro persistente, vocalização e secreção vulvar há três meses. Ao exame físico, observou-se secreção vulvar incolor. O hemograma revelou leucopenia, enquanto a ultrassonografia abdominal identificou ovários com múltiplas formações císticas (0,16 a 1,10 cm) e espessamento endometrial compatível com hiperplasia endometrial cística. Diante do diagnóstico, foi realizada ovariohisterectomia eletiva, sem intercorrências. Conclui-se que a abordagem integrada entre a anamnese, os exames complementares e a intervenção cirúrgica foram determinantes para o sucesso do caso, reafirmando a ovariohisterectomia como tratamento de eleição para afecções ovarianas císticas complicadas, com excelente prognóstico quando instituída precocemente. Palavras-chave: gata; hiperplasia endometrial cística; ovariossalpingohisterectomia; ultrassonografia. 2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 3 2 DESENVOLVIMENTO.............................................................................................. 4 2.1 Apresentação do caso clínico e achados clínicos relevantes ............................ 4 2.2 Abordagem diagnóstica ..................................................................................... 4 2.3 Protocolo anestésico e preparo pré-operatório ................................................. 6 2.4 Técnica cirúrgica ................................................................................................ 6 2.5 Medicação pós-operatória e cuidados imediatos ............................................... 7 2.6 Recuperação e acompanhamento ..................................................................... 8 3 DISCUSSÃO ............................................................................................................ 8 4 CONCLUSÃO ........................................................................................................ 10 REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 11 3 1 INTRODUÇÃO Os cistos ovarianos em felinos domésticos, embora muitas vezes assintomáticos e descobertos incidentalmente, representam uma condição de significativa importância clínica, especialmente em gatas geriátricas. Com o aumento da expectativa de vida dos animais de companhia e o refinamento das técnicas de diagnóstico por imagem, como a ultrassonografia, tem-se observado um crescente reconhecimento dessas afecções, cujo potencial para desencadear desequilíbrios hormonais e alterações secundárias no trato reprodutivo é considerável (Binder et al., 2021; Gozer et al., 2023). Fisiologicamente, os cistos foliculares, os mais comuns na espécie felina, originam-se de uma falha no processo de ovulação. A persistência de um folículo maduro e funcionalmente ativo leva a uma secreção estrogênica prolongada. Este estado de hiperestrogenismo é a peça central da fisiopatologia, podendo manifestar- se clinicamente como estro persistente e, de forma mais crítica, induzir alterações uterinas. O útero, sob estímulo estrogênico contínuo, torna-se susceptível ao desenvolvimento de hiperplasia endometrial cística (HEC), uma condição que configura um terreno fértil para o estabelecimento de infecções e o surgimento de piometra (Chatdarong, 2005; Gozer et al., 2023). Nesse cenário, o diagnóstico preciso e a intervenção oportuna são imperativos. A abordagem diagnóstica deve ser integrativa, correlacionando os sinais clínicos sugestivos – como vocalização excessiva, comportamento de cio constante e secreção vulvar – com os achados ultrassonográficos característicos de cistos ovarianos e espessamento endometrial. Essa correlação é o que fundamenta a conduta terapêutica mais segura e definitiva: a ovariohisterectomia (OVH). A cirurgia não apenas elimina a fonte da produção hormonal anormal (os ovários), mas também remove o útero, órgão-alvo já comprometido, prevenindo assim a progressão para condições sistêmicas potencialmente fatais, como a piometra fechada (Moosavian et al., 2022). Em pacientes geriátricas, essa abordagem é ainda mais crucial, visto que a tolerância a procedimentos clínicos é menor e os riscos de complicações são maiores. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo relatar o caso de uma felina geriátrica submetida à OVH terapêutica devido a um quadro de policistose ovariana e 4 HEC. O relato enfatiza a importância da triagem diagnóstica baseada na intrínseca correlação entre a anamnese detalhada, os achados de imagem e os exames laboratoriais, os quais, em conjunto, validaram a conduta cirúrgica como a modalidade de tratamento de eleição para o caso. 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 Apresentação do caso clínico e achados clínicos relevantes Uma felina, sem raça definida, com 14 anos de idade e peso de 3,2 kg, foi atendida em uma clínica veterinária de Vespasiano/MG. O histórico principal, relatado pela tutora, incluía vocalização intensa (miados excessivos) com duração de aproximadamente três meses, acompanhada de manifestações compatíveis com estro persistente, como postura de lordose e lambedura frequente da região vulvar. com presença de secreção vulvar esbranquiçada a incolor. Ao exame físico, o estado geral da paciente era regular, com temperatura retal (38,3°C) e parâmetros cardiovasculares dentro dos limites da normalidade. A palpação abdominal não revelou dor, mas observou-se a presença de discreto corrimento incolor aderido à vulva, corroborando o relato da tutora e fortalecendo a suspeita clínica inicial de desordem reprodutiva. 2.2 Abordagem diagnóstica Para fundamentar a suspeita clínica, foram realizados exames complementares. O hemograma revelou uma leucopenia (3.780/µL) com linfopenia discreta. O exame de ultrassonografia abdominal, crucial para a confirmação diagnóstica, revelou alterações significativas. No trato reprodutivo, observou-se discreto aumento dos cornos uterinos com espessamento difuso do endométrio e múltiplas formações císticas, achados sugestivos de HEC em fase inicial (Figura 1). Simultaneamente, os ovários apresentavam contornos irregulares e múltiplas estruturas císticas, medindo entre 0,16 e 1,10 cm de diâmetro, compatíveis com policistose ovariana (Figura 2). Além das alterações reprodutivas, a ultrassonografia identificou hepatomegalia difusa com ecogenicidade diminuída, sugestiva de processo inflamatório/hepático reativo, e espessamento de alças intestinais, indicativo de doença inflamatória intestinal. 5 Figura 1 – Imagem ultrassonográfica de corno uterino direito. Fonte: Arquivo pessoal (2025). Figura 2 – Imagem ultrassonográfica de ovários direito e esquerdo e corno uterino esquerdo. Fonte: Arquivo pessoal (2025). 6 Com base nos achados clínicos e exames laboratoriais e ultrassonografia, estabeleceu-se o diagnóstico de cisto ovariano, associado a HEC. Dessa forma, foi indicada a realização da ovariohisterectomia terapêutica como tratamento definitivo, sem intercorrências durante a cirurgia. 2.3 Protocolo anestésico e preparo pré-operatório A paciente foi submetida a um jejum sólido de 8 horas e hídrico de 2 horas antes do procedimento. Como medicação pré-anestésica, foi administrado 0,3 mL de cetamina. A indução anestésica foi realizada com propofol na dose de 2 mg/kg a cada 3 minutos até a intubação orotraqueal. A manutenção da anestesia foi feita com infusão contínua de Remifentanil 15 mcg/kg/hr e inalação de isoflurano. Durante todo o procedimento, foram monitorados os seguintes parâmetros: frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial não invasiva, saturação de oxigênio (SpO2) e temperatura corporal, que se mantiveram estáveis. 2.4 Técnica cirúrgica A ovariohisterectomia terapêutica foi realizada pela técnica de remoção de ovários e útero por acesso mediano ventral. A paciente foi posicionada em decúbito dorsal, com os membros pélvicos suavemente tracionados caudalmente. Após ampla tricotomia da região abdominal, procedeu-se à antissepsia rigorosa com solução de clorexidina degermante seguida de alcoólica. Foi realizada uma incisão cutânea de aproximadamente 2 cm na linha média ventral, iniciando-se caudalmente ao processo xifoide e progredindo em direção caudal. Após divulsão romba do tecido subcutâneo, a linha alba foi identificada e incisada cuidadosamente, permitindo o acesso direto à cavidade abdominal. A exteriorização dos ovários foi realizada pela técnica das três pinças, utilizando-se uma pinça para tração do ligamento suspensório e duas para a realização das ligaduras. Após a exteriorização do útero, foi identificado cisto em ambos os ovários, conforme apresentado na Figura 3. Em cada pedículo ovariano, foi aplicada ligadura transfixante seguida de ligadura simples, utilizando fio de nylon 2-0, assegurando hemostasia efetiva. O útero foi tracionado até sua porção caudal para identificação da cérvix. Realizou-se então a ligadura do corpo uterino por meio de sutura transfixante e laço 7 complementar, também utilizando fio de nylon 2-0, garantindo o fechamento seguro do pedículo uterino e a prevenção de hemorragia durante a remoção completa do órgão. Após a inspeção minuciosa da cavidade abdominal, verificou-se ausência de pontos de sangramento ativo e conferiu-se a firmeza das ligaduras ovarianas e uterinas. Com a hemostasia confirmada, procedeu-se ao fechamento da parede abdominal em camadas: inicialmente a sutura da linha alba com padrão simples contínuo, seguida pela síntese do tecido subcutâneo, e posteriormente a sutura cutânea, garantindo adequado alinhamento dos bordos. O procedimento transcorreu sem intercorrências, e a paciente foi encaminhada ao setor de recuperação anestésica para monitoramento pós-operatório imediato. Figura 3 – Cisto ovariano em felina durante o procedimento cirúrgico. Aspecto macroscópico do ovário de uma gata, evidenciando estrutura cística compatível com cisto ovariano. Fonte: Arquivo pessoal (2025). 2.5 Medicação pós-operatória e cuidados imediatos No pós-operatório imediato, a paciente recebeu metadona para analgesia, administrada a cada 8 horas durante as primeiras 24 horas, associada à dipirona, 8 fornecida a cada 12 horas por três dias. Como anti-inflamatório, foi utilizado o meloxicam, administrado uma vez ao dia por quatro dias consecutivos. Para antibioticoterapia, a paciente recebeu amoxicilina com clavulanato, prescrita a cada 12 horas, totalizando dez dias de tratamento. 2.6 Recuperação e acompanhamento A recuperação anestésica da paciente foi tranquila, sem intercorrências. A paciente recebeu alta 6 horas após a cirurgia, com orientações à tutora para manter repouso, evitar lambedura da incisão utilizando o colar elisabetano e administrar a medicação prescrita. O retorno para avaliação da ferida cirúrgica e remoção dos pontos foi agendado para 10 dias após a cirurgia. A tutora foi orientada a relatar qualquer alteração de comportamento ou sinal de desconforto. No retorno, a incisão cirúrgica apresentava- se com boa cicatrização, sem sinais de inflamação ou deiscência. A paciente demonstrava melhora significativa no comportamento, sem os sinais de vocalização e inquietação prévios, confirmando a resolução do quadro de hiperestrogenismo. 3 DISCUSSÃO Os cistos ovarianos representam uma condição significativa na prática clínica de felinos, sendo comumente identificados durante procedimentos de ovariohisterectomia (OVH) (McGavin; Zachary, 2013). No caso em questão, uma paciente geriátrica apresentava policistose ovariana bilateral, quadro caracterizado pela presença de múltiplas formações císticas distribuídas em ambos os ovários, com variações notáveis em diâmetro, formato e localização (Johnston; Kustritz; Olson, 2001). O exame ultrassonográfico revelou cistos medindo entre 0,16 e 1,10 cm de diâmetro, conferindo contornos irregulares às bordas ovarianas – achado que encontra respaldo na literatura especializada. O conjunto de manifestações clínicas observadas aponta fortemente para atividade estrogênica sustentada. Segundo Chatdarong (2005), a presença de secreção vulvar em gatas idosas deve levantar suspeita imediata sobre possíveis patologias ovarianas, particularmente cistos funcionais capazes de interferir na regulação do ciclo estral. Na paciente em análise, a persistência desses sinais por três 9 meses consecutivos reforçava a necessidade de uma investigação minuciosa do aparelho reprodutivo. Dessa forma, o comportamento de cio persistente, acompanhado de vocalização e corrimento vulvar, sustentava a hipótese de hiperestrogenismo decorrente de cistos foliculares ativos. Do ponto de vista fisiopatológico, os cistos foliculares – como os identificados neste caso – originam-se de falhas no processo ovulatório, resultando na persistência de folículos maduros que acumulam líquido e mantêm atividade funcional (Da Silva, 2020). Essa condição leva à secreção estrogênica prolongada, explicando adequadamente o quadro clínico observado. O hiperestrogenismo crônico, por sua vez, constitui o principal fator etiológico para o desenvolvimento de hiperplasia endometrial cística (HEC), alteração igualmente confirmada pelos exames de imagem da paciente, estabelecendo uma correlação patológica bem documentada (Meuten, 2017). Embora inespecífica, a leucopenia detectada pode estar associada a processos crônicos ou a efeitos supressivos sobre a medula óssea em situações de estresse prolongado ou desordens endócrinas (Binder et al., 2021). A anisocitose eritrocitária observada sugeria uma resposta regenerativa inespecífica, possivelmente relacionada ao estado inflamatório crônico. A correlação entre os achados de imagem e os aspectos patológicos mostra-se fundamental, sendo a ultrassonografia o método preferencial para essa avaliação, permitindo diferenciar cistos foliculares de outras estruturas e identificar alterações uterinas concomitantes (Matthews; Shimizu, 2022). Adicionalmente, os achados extragenitais – como hepatomegalia reativa e espessamento intestinal – destacam a natureza sistêmica do desequilíbrio hormonal crônico e reforçam a importância de uma avaliação abrangente em pacientes geriátricas (Gozer et al., 2023). Diante do diagnóstico estabelecido, a OVH terapêutica foi instituída como tratamento de eleição, conduta amplamente respaldada pela literatura para casos de afecções ovarianas císticas associadas a alterações uterinas (Ataíde et al., 2020). A intervenção cirúrgica buscou não apenas resolver o quadro atual – eliminando a fonte de produção hormonal anormal e o órgão-alvo das alterações hiperplásicas – mas também atuar de forma preventiva, erradicando o risco de progressão para piometra e outras complicações relacionadas ao hiperestrogenismo crônico (Binder et al., 2021). 10 Ressalta-se que a paciente evoluiu sem intercorrências trans ou pós- operatórias, como hemorragia, infecção ou formação de seroma – resultado que pode ser atribuído à técnica cirúrgica meticulosa, ao protocolo anestésico adequado para uma felina geriátrica e aos cuidados pós-operatórios instituídos. Esse desfecho favorável alinha-se com a literatura, que reconhece a OVH como procedimento seguro quando realizado por profissionais experientes e com os devidos cuidados perioperatórios (Fossum, 2008). A conduta cirúrgica mostrou-se particularmente benéfica para a paciente, pois além de resolver o distúrbio hormonal e eliminar o risco de progressão para piometra, preveniu outras condições associadas ao hiperestrogenismo crônico, como tumores mamários (Van Goethem et al., 2006). Dessa forma, o presente relato evidencia a importância da correlação entre sinais clínicos, achados de imagem e dados laboratoriais para o diagnóstico preciso de desordens reprodutivas em felinas geriátricas. 4 CONCLUSÃO A presença de cistos ovarianos em felinos domésticos, embora muitas vezes subestimada na rotina clínica, representa um importante desafio à saúde reprodutiva, sobretudo em gatas geriátricas. O diagnóstico precoce, viabilizado pelos avanços em exames de imagem, é essencial para evitar complicações decorrentes do desequilíbrio hormonal, como HEC e piometra. A ovariohisterectomia destaca-se como a conduta terapêutica mais eficaz, pois além de eliminar a fonte hormonal responsável pela perpetuação do quadro e prevenir recidivas e outras afecções reprodutivas, contribui significativamente para a longevidade e o bem-estar dos animais. Dessa forma, reforça-se a importância do manejo reprodutivo responsável, da investigação sistemática das alterações ovarianas e da utilização da castração preventiva como estratégia de promoção da saúde e da qualidade de vida das fêmeas felinas. O sucesso no tratamento da paciente, com resolução completa dos sinais clínicos e recuperação pós-cirúrgica sem intercorrências, corrobora a eficácia desta abordagem e valida a conduta adotada conforme preconizado na literatura especializada. 11 REFERÊNCIAS ATAÍDE, M. W. et al. Técnicas cirúrgicas em ovariohisterectomia em cadelas e gatas: revisão de literatura. Revista de Medicina Veterinária, v. 15, n. 2, p. 45-50, 2020. BARNI, F. M. et al. 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